
Houve um tempo em que música (som,) era apenas
tratada como música e nada mais. Para entender tais conceitos e suas
Perspectivas, é preciso voltar a muito tempo atrás, quando se fazia música com
a alma. Digamos que antes de seus descendentes nascerem, já existiam
propriedades musicais, digo isso, em termos sonoros e melódicos. Mas seria isso
música? Poderíamos pensar que havia a combinação dos sons segundo a gramática
nesta época? Termos relativos como produzir música e produzir sons, se
contradizem quando não há uma expressão lógica na quilo que construímos
musicalmente. Dessa forma, abrimos o espaço para o conhecimento específico
(Teoria Musical), calma ela é apenas a lógica para todos os sons existentes. Em
tempos medianos, faziam-se sons, através de instrumentos percussivos, e mesmo
não havendo sons definidos, se produzia música e música de qualidade. Um certo
dia, aprendi em uma oficina de música com Marcia Oliveira, que, ao entrar em um
espaço harmonioso, onde sons parecem ser incômodos ao nosso ouvido e tentar
mudar isso, você se torna um incomodo e jamais harmonioso. Talvez você ache que
não faz sentido, mas vamos pensar da seguinte forma; Você acaba de chegar à
beira de uma lagoa e você escuta o som berrante de centenas de sapos, grilos,
dentre outras espécies que ali habitam. Você tira de seu bolço uma flauta doce
e começa a tocar Asa branca do nosso saudoso Luiz Gonzaga, daí, lhe pergunto: O
que se torna desarmonioso nesse exato momento? É claro que não vamos
interromper o som que brota soando música para nossos ouvidos. O que lhe passa quando
você ouve Maracatu? Você já se deu conta que sem os sons a música seria apenas
algo sempre faltando? Desta forma o termo gramatical prevalece; “é a Arte de
combinar os sons”. Perfeito! É preciso sair da alma. A música é um conjunto de
ideias onde seu maior denominador comum, é a forma em que ela é composta. Agora
não importa se é com lata, tambores, Guitarras gritantes e baixo ressonante, é
a música, e com ela, você é que cumpre o sentido de combinar os sons.
Por,
Litinho Lee.